terça-feira, 18 de julho de 2017

Campeão Brasileiro de 1977

A Campanha:
1977
16/10-Náutico 0x1 São Paulo      Arruda          
19/10-Botafogo PB 0x2 São Paulo  Almeidão
23/10-CSA-AL 0x0 São Paulo     Rei Pelé 
02/11-XV de Piracicaba 1x1 São Paulo  Barão de Serra Negra
06/11-São Paulo 0x2 Palmeiras      Pacaembu
13/11-São Paulo 1x0 Santa Cruz-PE    Pacaembu
16/11-São Paulo 3x0 Treze-PB       Pacaembu
23/11-São Paulo 2x0 Sport            Pacaembu
26/11-São Paulo 4x0 CRB AL       Pacaembu
04/12-Corinthians 2x0 São Paulo   Pacaembu
07/12-São Paulo 5x0 Brasília DF    Pacaembu
11/12-Internacional 1x4 São Paulo   Beira Rio
18/12-America RJ 0x0 São Paulo    Maracanã
1978 
28/01-São Paulo 4x2 XV de Piracicaba  Morumbi
01/02-Ponte Preta 1x3 São Paulo     Moisés Lucarelli
12/02-Botafogo SP 1x0 São Paulo    Santa Cruz
15/02-São Paulo 4x3 Sport             Morumbi
19/02-São Paulo 3x1 Grêmio         Morumbi
26/02-São Paulo 3x0 Operário MT/MS   Morumbi
01/03-Operário MT/MS 1x0 São Paulo  Pedro Pedrossian
05/03-Atlético MG 0x0 São Paulo    Mineirão
15/03-Atlético MG 1x1 São Paulo    Mineirão    
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Campeão Brasileiro de 1977 contra o Atlético Mineiro

O jogo mais importante da história entre São Paulo e o Galo resultou em título para o Tricolor

 


Fonte: Michael Serra SPFCPÉDIA
A crítica esportiva fazia coro uníssono durante o Campeonato Brasileiro de 1977: "O São Paulo é a zebra". Afinal, o clube havia terminado o Paulistão daquela temporada em 3º lugar e o bicampeão Internacional, de Falcão, o Atlético Mineiro, de Cerezo, o Fluminense, de Rivellino e o Flamengo, de Zico, eram mais cotados ao título.
Contudo, quem entrou em campo naquele dia 5 de março de 1978 para enfrentar o Atlético Mineiro, favorito na final do Campeonato Brasileiro de 1977, foi o Tricolor. O Mineirão estava em ebulição com 102.974 pessoas. O Galo decidia o título em casa, em um jogo único, pelo fato de ter melhor campanha acumulada nas fases anteriores.
O clima nos bastidores era tenso. Se o São Paulo não teria Serginho, suspenso pelo STJD, o Atlético não teria também Reinaldo, pelo mesmo motivo. A guerra psicológica foi adotada por ambos os lados e ameaças de efeitos suspensivos eram as pautas do dia. Rubens Minelli então ousou, mandou que, de última hora, Serginho fosse à Belo Horizonte com o restante do grupo e que aparecesse no vestiário paramentado com o uniforme de jogo. Foi aquele alvoroço! A imprensa achou que o Tricolor havia de fato conseguido o efeito suspensivo.
Desconcentrados pelo diz-que-me-diz dos corredores, os mineiros subiram ao campo e foram surpreendidos pela melhor postura dos jogadores do São Paulo, que tiveram as melhores chances de gol durante o jogo: Viana acertou o travessão durante o tempo regulamentar e o zagueiro Márcio salvou em cima da linha um cabeceio de Chicão, na prorrogação.
Como o placar não foi alterado no tempo regulamentar, a decisão seria então sob a pressão dos pênaltis. O primeiro a bater foi o tricolor Getúlio, ex-jogador do Atlético. Resoluto, correu devagar, tocou forte na bola, mas veio a defesa de João Leite. A decisão não começou bem para o São Paulo...
Foi a vez, então, de Toninho Cerezo bater, apoiado por mais de cem mil vozes aos gritos de "Galô, Galô, Galô". Chutou, chutou alto, acima de Waldir Peres, acima do travessão: para fora!
A esperança tricolor de sair à frente agora estava na cobrança de Chicão, o capitão do time, o "Deus da Raça" são-paulino. Chicão correu e... escorregou. João Leite defendeu. O título parecia escapar por entre os dedos... Ziza colocou o time de Minas à frente. Peres depois empatou, 1 a 1. Alves recolocou, a seguir, o Atlético na liderença.
Antenor, na sequência, acertou o gol para o Tricolor. Se Joãozinho Paulista marcasse a cobrança seria muito difícil para o São Paulo recuperar. Waldir Peres então se destacou, herói, quando o adversário ajeitava a bola para a cobrança: deixou sua meta e foi ter-se com ele, tirou a bola do lugar e o provocou. Pressionado, Joãozinho mandou a bola nas alturas e manteve o empate...
Bezerra, são-paulino, marcou o seu. Que virada! Que reviravolta na decisão. Agora Márcio, aquele que salvara o galo durante a partida, teria a responsabilidade de manter o Atlético vivo na disputa. Waldir Peres então pegou pesado: deu um tapinha nas nádegas do zagueiro como se o eximisse da responsabilidade - o que obviamente teve o efeito contrário. Cobrança executada e... Novamente, bola lá em cima, fora do gol!
Chicão ergueu a taça e o São Paulo assim sagrou-se Campeão Brasileiro pela primeira vez. A primeira de muitas vezes do maior campeão da competição. Um bom retrospecto para aquele que largara como zebra... Uma zebra tricolor.

05.03.1978 Belo Horizonte (MG) Estádio Governador Magalhães Pinto
Clube ATLÉTICO MINEIRO 0 X 0 SÃO PAULO Futebol Clube
Tempo normal: 0 x 0; Prorrogação: 0 x 0; Pênaltis: 3 x 2 para o SPFC.
SPFC: Waldir Peres; Getúlio, Tecão, Bezerra e Antenor; Chicão (capitão), Teodoro (Peres) e Darío Pereyra; Viana (Neca), Mirandinha e Zé Sergio. Técnico: Rubens Minelli.
CAM: João Leite, Alves, Márcio, Vantuir e Valdemir, Toninho Cerezo, Ângelo e Marcelo (Paulo Isidoro), Serginho, Caio (Joãozinho Paulista) e Ziza. Técnico: Barbatana.
Árbitro: Arnaldo David Cezar Coelho
Renda: CR$ 6.857.080,00
Público: 102.974 pagantes
Pênaltis:
  • Getúlio - perdeu (João Leite) / Toninho Cerezo - perdeu (por cima)
  • Chicão - perdeu (João Leite) / Ziza - gol
  • Peres - gol / Alves - gol
  • Antenor - gol / Joãozinho Paulista - perdeu (cima)
  • Bezerra - gol / Márcio - perdeu (por cima)
 http://www.saopaulofc.net/noticias/noticias/historia/2013/2/12/campeao-brasileiro-de-1977-contra-o-atletico-mineiro/


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Quando o Brasil foi Tricolor pela primeira vez

 https://saopaulo.blog/2017/06/28/quando-o-brasil-foi-tricolor-pela-primeira-vez/
Dia 5 de março de 1978, Belo Horizonte.
Apesar de ter feito uma boa campanha, com apenas 4 derrotas, o São Paulo estava longe de ser indicado como eventual campeão brasileiro de 1977.
Tinha pela frente, na final, o invicto Atlético Mineiro, um grande time com estrelas do nível de João Leite, Toninho Cerezo e Paulo Isidoro.
É verdade que o Galo Mineiro estava desfalcado de seu grande ídolo, Reinaldo, artilheiro absoluto do campeonato com 28 gols em 18 jogos.
No entanto, o maior astro tricolor, Serginho, também estava ausente.
Aliás, nem tanto…
Atendendo uma ligação de Muricy, Serginho foi levado ao estádio do Mineirão.
Junto a imprensa, foi divulgada uma “barriga”: Serginho vai a campo.
Pura bravata.
A verdade é que os jogadores do Atlético acreditaram nisso até os últimos momentos.
Foi muito para eles.
De qualquer forma, o cenário estava pronto.
O público superior a 100 mil pessoas era quase que totalmente formado por atleticanos.
Enquanto que a pequena torcida tricolor foi reforçada por torcedores cruzeirenses.
Para a surpresa geral, o Mineirão teve o seu dia de “Maracanazo”.
O São Paulo foi valente e com uma raça fora do comum “arrastou” um 0 a 0 durante o tempo regulamentar.
Coube a Chicão impor seu estilo e fazer os adversários tremerem em seu próprio campo.
A decisão foi para os pênaltis.
No começo da disputa o Atlético levou vantagem, graças ao espetacular goleiro mineiro, João Leite.
No entanto o tricolor tinha Waldir Peres, que mesmo sem defender nenhuma cobrança, desestabilizou o jovem time mineiro.
Os mineiros perderam três penalidades.
No final, 3 a 2 para o São Paulo, e o Brasil era Tricolor pela primeira vez.
Eis a ficha técnica:
Atlético Mineiro 0 x 0 São Paulo (na disputa por pênaltis, São Paulo 3×2)
Data: 5 de março de 1978
Local: Mineirão
Público: 102.974
Árbitro: Arnaldo César Coelho
Cartões Amarelo: Tecão, Ângelo, Serginho, Bezerra, Peres e Neca
Gols: Na disputa por pênaltis, São Paulo fez 3 com Peres, Antenor e Bezerra e o Atlético marcou 2 com Ziza e Alves
Atlético: João Leite, Alves, Márcio, Vantuir e Valdemir; Toninho Cerezo e Ângelo; Serginho, Caio Cambalhota, depois Joãozinho Paulista, Marcelo, depois Paulo Isidoro e Ziza. Técnico: Barbatana
São Paulo: Waldir Peres, Getúlio, Tecão, Bezerra e Anteno; Chicão e Teodoro, depois Peres; Zé Sérgio, Mirandinha, Dário Pereyra e Viana. Técnico: Rubens Minelli
Por: José Renato Santiago

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